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Lavrov reage a planos de Merz para tornar Alemanha a principal potência militar da Europa

O chefe da diplomacia russa destacou que iniciativa alemã é extremamente perigosa para a Europa, que “está se tornando, mais uma vez, uma fonte de ideias de superioridade racial”.
Lavrov reage a planos de Merz para tornar Alemanha a principal potência militar da EuropaKay Nietfeld / Gettyimages.ru

O ministro das Relações Exteriores da Rússia,Sergey Lavrov, declarou nesta quinta-feira (3) que ficou "pasmo" com as palavras do chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre seu desejo de tornar a Alemanha, mais uma vez, a principal força militar da Europa.

"Fiquei simplesmente pasmo. Tínhamos visto como as metástases do nazismo ressurgiam na Alemanha. Mas quando o chanceler Merz declarou que transformaria novamente a Alemanha na principal potência militar da Europa, fiquei simplesmente pasmo", afirmou durante sua intervenção no Fórum Econômico Oriental, realizado em Vladivostok.

O chefe da diplomacia russa afirmou que, se líder alemão não compreende o que significa a palavra "novamente" nesse contexto, isso é "muito lamentável para a Europa e extremamente perigoso para uma Europa que volta a se tornar fonte dessas ideias de superioridade racial".

"Berlim tenta subjugar todos os demais"

Nesse contexto, Lavrov destacou que Berlim tenta reprimir qualquer iniciativa que busque normalizar as relações entre alguns países da UE e a Rússia.

"A Alemanha está tentando, mais uma vez, subjugar todos os demais e reprimir qualquer tendência no sentido de relações normais com a Rússia, que alguns países da UE, embora poucos, ainda mantêm", denunciou o chanceler russo

  • Lavrov realizou as declarações em um contexto de crescente debate sobre o rearmamento da Alemanha, um dos grandes tabus da ordem pós-guerra.
  • Em fevereiro de 2026, durante sua intervenção na Conferência de Segurança de Munique, Merz afirmou que seu objetivo é "transformar as Forças Armadas alemãs no exército convencional mais forte da Europa o mais rápido possível". Berlim justifica essa política de rearmamento — impulsionada em meio à crise ucraniana — pela suposta ameaça que a Rússia representa. No entanto, especialistas alertam que essa dinâmica poderia ter consequências que colocariam em risco a estabilidade do continente.