Em meio ao intenso debate sobre a regulamentação da inteligência artificial (IA), o CEO da Nvidia, Jensen Huang, disse estar convencido de que essa tecnologia não destruirá a humanidade até 2030, durante entrevista à CBS News nesta sexta-feira (18).
Os comentários foram uma resposta a uma pergunta sobre se ele concorda com o presidente Donald Trump, que chamou os temores sobre os perigos da IA de "farsa". Uma posição com a qual Huang parece concordar.
O presidente da maior fabricante de chips do mundo, com capitalização de mercado acima de US$ 5 trilhões e um dos maiores beneficiários dos investimentos relacionados ao setor, disse que "as alegações sobre o fim do mundo, que semeiam o medo nos Estados Unidos, não fazem sentido".
Segundo Huang, esses alertas podem ter segundas intenções. "Talvez seja político, ou por algum outro motivo, ou talvez apenas para chamar a atenção", continuou. "Não sei o motivo, mas independentemente de como for apresentado, 2030 não será o fim do mundo. Há 0% de chance de ser o fim do mundo", enfatizou.
"O mais rápido possível"
As discussões em torno da inteligência artificial se intensificaram no último sábado, após um apelo do CEO da Anthropic, Dario Amodei, que urgiu as empresas de inteligência artificial a reduzirem o ritmo de desenvolvimento das capacidades de seus modelos para que a prevenção de riscos possa acompanhar o ritmo. O fundador da SpaceX AI, Elon Musk, e o CEO da OpenAI, Sam Altman, apoiaram a proposta de Amodei.
Já Huang acredita que as empresas de tecnologia devem "ir o mais rápido possível, independentemente dos outros".