O presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou nesta sexta-feira (18) sobre o motivo de o regime de Kiev não querer realizar eleições. Ele também comentou o cenário de corrupção no governo de Vladimir Zelensky.
"O poder foi usurpado por um grupo de desviadores de dinheiro e corruptos que precisam da guerra para se manter no poder sem eleições e continuar criando as condições para saquear seu próprio povo", afirmou o presidente russo. Além disso, ele destacou que o regime de Kiev faz isso para "encher os bolsos com o dinheiro de seus patrocinadores, incluindo os da Europa".
Putin ressaltou que as declarações de que "esse regime "profundamente corrupto seja o principal defensor da democracia na Europa" soam bastante estranhas. "Mas como pode o atual regime da Ucrânia defender a democracia quando já faz tempo que se converteu em uma ditadura?", perguntou o presidente da Rússia.
O presidente russo esclareceu que, ao mesmo tempo, a Ucrânia tenta impedir que a Rússia realize eleições parlamentares. Ele lembrou que, há alguns dias, as forças ucranianas atacaram uma residência onde se encontrava a presidente de uma comissão eleitoral, Elena Astanina, na localidade de Oktyabrskoye, na região de Zaporizhie, após o que a presidente morreu.
"Os representantes da cúpula do regime de Kiev falam em paz, propõem retomar as supostas negociações, mas, ao mesmo tempo, ao cometer crimes desse tipo, fazem de tudo para que não haja paz nem negociações. Porque, caso contrário, não fica claro para que fazem tudo isso. Para nos intimidar, é evidente que isso é impossível. Portanto, o objetivo só pode ser um: não querem entabular nenhuma negociação. É disso que se trata", ressaltou.
Regime de Kiev está "desmoronando por dentro"
Em agosto, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou à imprensa que o regime de Kiev está se desmoronando por dentro e perdendo estabilidade.
"É evidente que a Ucrânia está perdendo o conflito. A dinâmica na frente de batalha demonstra isso claramente", disse Peskov. "Também é evidente que aqueles que participaram do processo de corrupção, após perderem o poder, estão começando a denunciar seus antigos cúmplices", acrescentou, comentando a dura confissão feita ontem pelo destituído ministro da Defesa ucraniano Mikhail Fiodorov à Reuters sobre a posição da Ucrânia na frente de batalha.