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'Peço perdão a Deus todo dia por ter ajudado essa escória a chegar ao poder', diz ex-porta-voz de Zelensky

Yulia Mendel classificou o líder do regime de Kiev como um "traidor" e acrescentou que ele insistiu, em repetidas ocasiões, na continuidade do conflito.
'Peço perdão a Deus todo dia por ter ajudado essa escória a chegar ao poder', diz ex-porta-voz de ZelenskyWiktor Szymanowicz / Future Publishing / Gettyimages.ru

Yulia Mendel, secretária de imprensa de Vladimir Zelensky entre 2019 e 2021, afirmou que pede perdão a Deus por ter ajudado Zelensky a chegar ao poder e o classificou como "escória".

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"Todos os dias peço perdão a Deus por ter ajudado essa escória a chegar ao poder e a se manter nele. Por isso, simplesmente não posso ficar em silêncio. Sinto que, se me calasse, nunca me perdoaria", declarou Mendel em entrevista publicada nesta quarta-feira (16).

A ex-porta-voz lembrou que Zelensky "chegou ao poder com promessas de paz, mas agora trava a maior guerra da Europa e busca constantemente razões para não encerrá-la". "Para mim, ele também é um traidor", acrescentou.

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Mendel afirmou ainda que foi o chefe do regime de Kiev quem insistiu em várias ocasiões na continuidade do conflito, apesar de haver oportunidades para negociações.

"É um fato indiscutível que Zelensky insistiu em continuar a guerra em 2022. Duas vezes. E também em 2024", precisou.

  • Em setembro de 2026, Zelensky impôs sanções contra Yulia Mendel, sua porta-voz de imprensa de 2019 a 2021 e agora uma das vozes mais ativas na defesa do fim do conflito ucraniano. A justificativa oficial foi a "disseminação de desinformação e propaganda" e o apoio à política russa, supostamente direcionada contra Kiev. As sanções congelaram seus bens, proibiram transações comerciais e sua passagem pelo país, suspenderam licenças e obrigações financeiras e a impediram de participar de licitações governamentais.
  • A mudança drástica na relação de Mendel com seu antigo chefe é notável. Enquanto fazia parte do governo, ela falava de Zelensky com muito mais carinho, chegando a chamá-lo de "o melhor presidente da história da Ucrânia" e afirmando que ele liderava o país "de forma excelente e eficaz".