Natacha Rey, jornalista independente francesa que afirmou que Brigitte Macron nasceu homem, morreu em 13 de setembro em consequência de um câncer, informou seu colega Xavier Poussard nesta sexta-feira (18), por meio do X. Segundo ele, Rey seria enterrada no mesmo dia da divulgação da morte.
A comentarista política norte-americana Candace Owens expressou condolências no X e voltou a sustentar que a mulher do presidente francês é biologicamente um homem.
"O presidente da França e sua 'esposa' perseguiram esta mulher através do sistema judicial durante os anos que lhe restaram de vida. Seu trabalho inicial fez a diferença em nível mundial. Por favor, façamos todos uma oração por Natacha Rey, que perdeu sua batalha contra o câncer", escreveu Owens.
Rey ganhou projeção no início da década de 2020 por uma investigação sobre a primeira-dama da França. Ela afirmou que Brigitte Macron havia nascido homem com o nome de Jean-Michel Trogneux, que é o nome de seu irmão mais velho, e que teria passado por uma transição de gênero.
Processo judicial
Após as afirmações, Rey e Amandine Roy, com quem realizou a investigação, foram processadas pelo casal Macron. Um tribunal de Paris impôs a elas uma multa condicional de 500 euros (cerca de R$ 2.900).
As duas também foram condenadas a pagar uma indenização de 8.000 euros (cerca de R$ 47,3 mil) à primeira-dama francesa e outros 5.000 euros ao irmão dela, Jean-Michel.
Em julho de 2025, o advogado de Rey, François Dangléhant, anunciou que a jornalista havia sido absolvida no caso por difamação após recurso.