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Emmanuel Macron recebe Xi Jinping para almoço em cordilheira francesa

Durante a reunião, foram discutidos temas como a crise no Oriente Médio, o conflito Ucrânia-Rússia e outras questões.
Emmanuel Macron recebe Xi Jinping para almoço em cordilheira francesaAP / Aurelien Morissard

Durante seu almoço com seu homólogo francês Emmanuel Macron nesta terça-feira, o presidente chinês Xi Jinping discutiu questões como o conflito Ucrânia-Rússia, a crise no Oriente Médio, a biodiversidade e as mudanças climáticas, de acordo com a imprensa chinesa. 

A reunião, realizada no contexto da viagem de Xi Jinping à Europa e com a participação das esposas dos mandatários, foi idealizada para transmitir um ambiente descontraído, capaz de fazer com que os líderes discutam com mais franqueza. O lugar escolhido foi um restaurante nas montanhas dos Pirenéus - onde Macron frequentemente pratica esqui com sua esposa, Brigitte.

Durante o encontro, os dois representantes buscaram expandir o número de acordos assinados entre os dois países. Na segunda-feira, um total de 37 tratados foram assinados, versando sobre temas que vão desde a confecção de baterias e o acesso da França ao mercado chinês de carne suína

Apesar dos esforços do francês, no entanto, a visita de Xi segue sem o anúncio de grandes encomendas da multinacional Airbus - um dos objetivos chave da França e que teriam sido "frustrados", de acordo com a agência Reuters. 

O veículo norte-americano observa ainda que Macron, que "tem um histórico de tentar estabelecer relações fora de protocolo em tentativas nem sempre bem-sucedidas de extrair mais de outros líderes", buscou mais uma vez introduzir o assunto do conflito Ucrânia-Rússia, na esperança de que Pequim pressione Moscou a cessar os combates.

Conforme anteriormente apurado pela RT Brasil, no entanto, a China rejeita esses pedidos, manifestando-se contra aqueles que criticam seu relacionamento próximo com a Rússia. "Nós nos opomos ao uso da crise para responsabilizar um terceiro país, manchar sua imagem e incitar uma nova Guerra Fria", declarou Xi na segunda-feira.