
'Mobilização total': Problemas no abastecimento de combustível começam a afetar a França

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu na quarta-feira (16) uma "mobilização total" para lidar com a crise dos preços da gasolina, anunciou a porta-voz do governo, Maud Bregeon, após a reunião do Conselho de Ministros, segundo o jornal Le Figaro.
A porta-voz indicou que aproximadamente 10% dos postos de gasolina do país estão enfrentando dificuldades de abastecimento de "pelo menos um tipo de combustível". Ela observou que o presidente francês pediu ao governo que tome medidas para garantir o fornecimento e controlar os preços.

"O objetivo é que o Presidente da República garanta o abastecimento e assegure os volumes necessários nos próximos dias e semanas", em particular, buscando auxílio de outros países, declarou a porta-voz à imprensa. Ao mesmo tempo, esclareceu que o governo está trabalhando para garantir "maior flexibilidade" nas regulamentações do setor de combustíveis em nível europeu, especificamente facilitando as regras aplicáveis às refinarias.
Embora Bregeon tenha afirmado que as cadeias de abastecimento "não estão enfrentando nenhuma dificuldade anormal", crescem na França as preocupações com o aumento dos preços dos combustíveis. Apelos para protestos surgiram nas redes sociais, seguindo o exemplo do movimento dos Coletes Amarelos, e pescadores já bloquearam depósitos de petróleo no Mediterrâneo.
- Desde 2022, a UE reduziu significativamente suas importações de combustíveis russos. As importações marítimas de petróleo bruto russo praticamente cessaram, enquanto a participação do gás russo no mercado europeu caiu de 45% (em 2022) para 12%.
- Enquanto isso, a escalada em curso no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e do gás, aumentando ainda mais os custos de energia na UE e pressionando famílias e empresas, levando ao fechamento de fábricas, demissões e uma desaceleração econômica gradual.
- A situação energética na Europa permanece precária. As instalações de armazenamento de gás da UE estão com apenas 67% de sua capacidade ocupada, em comparação com 80% no ano passado. Analistas alertam para possíveis aumentos de preços durante o inverno, especialmente devido à proibição de todas as importações de GNL russo a partir de 1º de janeiro de 2027.
