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Venezuela firma memorando com petrolífera dos EUA para desenvolver campo com 30 bilhões de barris

A Continental Resources vai desenvolver e operar área de 510 km² no Bloco Ayacucho 2, na Faixa Petrolífera do Orinoco.
Venezuela firma memorando com petrolífera dos EUA para desenvolver campo com 30 bilhões de barrisRedes sociais/ Delcy Rodríguez

A Petróleos de Venezuela (PDVSA) e a americana Continental Resources assinaram, nesta quarta-feira (16), um memorando de entendimento "orientado a impulsionar novas capacidades técnicas e financeiras para o desenvolvimento do Bloco Ayacucho 2 da Faixa Petrolífera do Orinoco". A informação foi divulgada pela presidente encarregada, Delcy Rodríguez.

A Continental desenvolverá e operará uma área de cerca de 510 quilômetros quadrados, onde há reservas estimadas em 30 bilhões de barris, segundo a CNBC, que cita um comunicado enviado pela companhia à imprensa dos Estados Unidos.

De acordo com a mesma publicação, a empresa, com sede em Oklahoma, pretende transformar o memorando de entendimento com a PDVSA em um acordo de associação estratégica de longo prazo.

"Com essas alianças estratégicas, avançamos no fortalecimento de nossa produção de hidrocarbonetos e na geração de novas oportunidades para o crescimento econômico" do país, afirmou Rodríguez.

  • No último dia 14, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas regras de operação para a estatal PDVSA, que, a partir de agora, poderá realizar atividades relacionadas ao "carregamento, exportação, reexportação, venda, revenda, fornecimento, armazenamento, comercialização, compra, entrega ou transporte de petróleo venezuelano" ou de derivados de petróleo de origem venezuelana, além de outras operações ligadas à indústria de hidrocarbonetos, incluindo a assinatura de novos contratos.
  • Em pronunciamento televisionado, a presidente encarregada da Venezuela afirmou que o acordo terá duração de 25 anos e prevê a exploração de campos ainda não desenvolvidos, onde existem reservas comprovadas, mas ainda não exploradas, em áreas sem infraestrutura. Rodríguez afirmou ainda que se trata de um acordo mutuamente benéfico, que permitirá a recuperação econômica sustentada da indústria, fortemente afetada por mais de uma década de sanções.