Netanyahu anuncia projeto para retirar cidadania de quem 'difamar' soldados de Israel

Premiê israelense também quer multiplicar por 20 a indenização por difamação aplicada nesses casos.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quarta-feira (16) que apresentará dois projetos de lei para retirar a cidadania e ampliar punições econômicas contra pessoas que, segundo ele, "difamarem" integrantes das Forças de Defesa de Israel (FDI).

"Apoiaremos nossos heroicos guerreiros. Revogaremos a cidadania de qualquer pessoa que difame os soldados das FDI no exterior e daremos um duro golpe em seu bolso", afirmou Netanyahu em uma publicação no X.

Em um vídeo anexado à postagem, o primeiro-ministro citou três episódios que, segundo ele, causaram "um dano enorme ao Estado de Israel e aos soldados das FDI".

O primeiro caso mencionado foi uma declaração de Yair Golan, líder da oposição política em Israel, que afirmou que soldados das FDI "matam bebês como passatempo".

"O segundo foi o ato da ativista que divulgou um vídeo falso no qual os soldados das FDI eram apresentados como violadores", disse Netanyahu.

Segundo ele, o terceiro episódio foi o filme "NAZA", escrito e dirigido por Yuval Abraham e Rachel Szor. Netanyahu disse que a produção "apresentava os oficiais e soldados do Exército israelense como criminosos de guerra". O documentário narra os assassinatos em massa de civis palestinos na Faixa de Gaza.

Projetos de lei

O primeiro-ministro disse que pretende apresentar dois projetos de lei do governo. "Chegou a hora de abordar este assunto. Vou apresentar dois projetos de lei agora mesmo, projetos de lei do Governo. O primeiro, para privar da cidadania aqueles que difamarem os soldados do Exército israelense. E o segundo, atingi-los no bolso e multiplicar por vinte a indenização por difamação que pode ser imposta a eles", afirmou.

Netanyahu também declarou que o lugar dessas pessoas "não está entre nós" e disse esperar que os deputados do Knesset, o Parlamento israelense, apoiem as propostas.