
Audiência no Senado dos EUA com diretor do FBI vira debate sobre zoofilia

Uma audiência realizada nesta terça-feira (15) com o diretor do FBI, Kash Patel, no Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos, virou uma discussão incomum sobre zoofilia. O debate ocorreu após senadores questionarem a retirada de uma regra que desqualificava candidatos envolvidos na prática antes dos 18 anos.
Patel afirmou que a mudança busca evitar que vítimas obrigadas a participar desses atos sejam impedidas de entrar no FBI. Segundo ele, a regra anterior desqualificava automaticamente qualquer pessoa envolvida, independentemente das circunstâncias.
O senador democrata Dick Durbin questionou Patel sobre a alteração. "Neste FBI, não vamos criminalizar nem impedir que vítimas sirvam aos Estados Unidos da América", respondeu o diretor, ao afirmar que algumas pessoas poderiam ter sido forçadas a participar dos atos.

Senador republicano também questiona a mudança
O assunto também causou confusão entre republicanos. Ao ser questionado pelo senador John Kennedy, Patel disse que a antiga regra desqualificava qualquer pessoa que tivesse participado "de qualquer um dos lados" da prática e acrescentou que o FBI jamais contrataria o criminoso.
"Dos dois lados do quê? Da zoofilia?", perguntou Kennedy. "Então vocês desqualificavam o animal?" "Temos ótimos cães, mas não vamos desqualificar o animal", respondeu Patel.
Kennedy insistiu em saber por que o FBI havia decidido mexer em uma regra relacionada ao tema. Patel afirmou que vítimas de tráfico sexual podem ser forçadas a praticar atos sexuais com animais e que não queria impedir essas pessoas de ingressar na agência.
O senador voltou a questionar a decisão e disse que a mudança havia sido recomendada a Patel. "Quando você viu zoofilia — digo isso com respeito — por que simplesmente não disse: 'De que planeta você caiu? Por que eu quero entrar nessa questão de zoofilia?'".
Outras flexibilizações
Além dessa regra, o FBI também teria flexibilizado critérios de contratação para candidatos que admitiram ter contratado profissionais do sexo ou roubado antigos empregadores.
As mudanças ocorrem durante a gestão de Patel, período em que a agência tem registrado demissões e renúncias de agentes e funcionários.

