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FBI amplia cooperação inédita com China e Rússia; saiba detalhes

Diretor da agência confirma mudança histórica na relação dos EUA com Pequim e Moscou no combate ao crime organizado internacional.
FBI amplia cooperação inédita com China e Rússia; saiba detalhesGettyimages.ru / Anna Moneymaker

O FBI ampliou a cooperação com China e Rússia para combater crimes transnacionais, em uma mudança inédita na relação dos Estados Unidos com os dois países, segundo o diretor da agência, Kash Patel. A informação foi publicada pela agência Reuters nesta quarta-feira (5).

As parcerias envolvem intercâmbio de agentes, compartilhamento de informações e operações conjuntas contra fraudes cibernéticas, redes de exploração sexual infantil, tráfico de fentanil e fugitivos.

Patel afirmou que a colaboração é limitada a áreas específicas e não substitui alianças tradicionais de inteligência, como o grupo Five Eyes, formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia.

Operações conjuntas

Em maio, o FBI, o Ministério da Segurança Pública da China e a polícia de Dubai (Emirados Árabes Unidos) participaram de uma operação contra um centro de golpes virtuais. Segundo a agência americana, 300 pessoas foram presas, US$ 300 milhões foram apreendidos e milhares de trabalhadores traficados foram libertados.

Um memorando interno também atribuiu à cooperação com a China a prisão de nove pessoas, o fechamento de duas instalações químicas e três sites, além da apreensão de precursores de fentanil.

Em junho, autoridades chinesas trabalharam com o escritório do FBI em Omaha, no estado do Nebraska, para desarticular uma rede multinacional de material de abuso sexual infantil. A operação resultou em 16 prisões.

"Todos os meses, eles enviam para cá agentes operacionais do Ministério da Segurança Pública e, no mês seguinte, nós vamos para lá. Eles falam conosco diariamente, algo que também nunca havia acontecido", afirmou Patel.

Próximos passos

O diretor do FBI esteve em Pequim no fim de julho, e uma viagem semelhante à Rússia está prevista, de forma preliminar, para outubro. Segundo Patel, a cooperação com Moscou ocorre há meses e tem como alvo redes criminosas violentas.

"Isso não acontece da noite para o dia. Estamos trabalhando nisso há 15 meses", afirmou, acrescentando que o modelo também poderá ser usado com outros países fora das alianças tradicionais dos Estados Unidos.