
Dados comprovam fracasso da guerra de Trump contra drogas

O endurecimento das políticas antidrogas implementadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, não teve o impacto projetado, já que o tráfico ilegal de substâncias, especialmente a metanfetamina, continua a aumentar, conforme uma reportagem do jornal mexicano Milenio, publicada nesta sexta-feira (10).
O jornal alerta que os grupos criminosos não diminuíram seus negócios ilegais e lucrativos, apesar de Trump ter designado o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) como organizações terroristas estrangeiras em fevereiro de 2025.

Dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), que relatam que, em 2024, último ano do governo de Joe Biden, 64,9 toneladas de metanfetamina foram apreendidas nas passagens de fronteira com o México.
Em 2025, com as novas políticas de Trump já em vigor, o número de apreensões aumentou para 78,9 toneladas, representando um aumento de 21,6%. Especialistas em políticas antidrogas frequentemente explicam que apreensões mais elevadas de substâncias são um indicador de aumento do volume de drogas traficadas.
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A tendência é que o número continue alto neste ano, já que, de janeiro a maio de 2026, 27,7 toneladas de metanfetamina foram apreendidas nos EUA. Os dados reportados mostram um abismo entre o discurso da administração de Trump, se vangloriando do "sucesso" no combate às drogas, e a realidade.
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Administração de Repressão às Drogas (DEA) dos Estados Unidos apontam que quase toda a metanfetamina vendida no país vem do México, fato que evidencia que as prisões e extradições de grandes narcotraficantes não põem fim ao tráfico, mas o transferem para outras mãos.
Uma das razões apontadas pela matéria é que o foco das autoridades americanas se voltou para a repressão do tráfico de fentanil, fazendo com que a metanfetamina não seja mais prioridade.
