Brasil e Estados Unidos farão entre 30 de setembro e 1º de outubro a primeira reunião presencial desde a retomada das negociações sobre o tarifaço. O encontro ocorrerá nos Estados Unidos, à margem de uma reunião preparatória do G20. A informação foi publicada pelo g1 nesta segunda-feira (14).
Participarão das conversas o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
Segundo Márcio Elias,ainda não há acordo entre os dois países. Desde a última conversa virtual, as equipes técnicas vêm trocando documentos e preparando a próxima rodada de negociações.
"Há uma reunião do G20 programada para o dia 30 de setembro e 1º de outubro lá nos Estados Unidos, e a expectativa tanto nossa quanto do USTR é que nós façamos uma reunião presencial lá", afirmou o ministro.
O encontro deve ocorrer em Milwaukee, durante a reunião preparatória do G20 de ministros de Indústria e Comércio. Márcio Elias disse que haverá outras reuniões bilaterais, mas destacou que a conversa com os Estados Unidos será voltada à negociação.
Tarifas
A sobretaxa sobre produtos brasileiros decorreu de um processo conduzido pelo Representante Comercial dos Estados Unidos. O governo americano apontou como entraves barreiras ao etanol dos EUA, questões envolvendo o Pix, decisões judiciais sobre plataformas digitais, tributação, desmatamento ilegal, corrupção e propriedade intelectual.
As exportações brasileiras passaram a ser submetidas a diferentes faixas tarifárias. Uma tarifa de 25% atinge bens industriais, produtos agrícolas processados e manufaturados, incluindo etanol, máquinas, calçados, vestuário e equipamentos.
Setores da indústria siderúrgica e de metais básicos já estavam sujeitos a tarifas de 50%, enquanto alguns derivados tiveram revisões para faixas entre 15% e 25%. Em determinados produtos, a incidência de medidas adicionais pode elevar a alíquota a até 37,5%.
Carne bovina, café, laranjas, suco de laranja, petróleo bruto, gás natural, aeronaves civis, motores e componentes da Embraer, além de celulose, ferro-gusa, semicondutores e medicamentos, ficaram fora da tarifa de 25%.