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Escândalo do Banco Master ganha destaque na imprensa norte-americana

Flávio conseguiu ''se recuperar'' nas pesquisas após as revelações envolvendo Daniel Vorcaro, enquanto Lula ''nunca conseguiu se livrar de sua notoriedade por envolvimento em política obscura'', escreve colunista do Wall Street Journal.
Escândalo do Banco Master ganha destaque na imprensa norte-americanaRT

Um artigo de opinião publicado nesta segunda-feira (13) no Wall Street Journal apresenta aos leitores o Banco Master como um "problema" para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, capaz de mudar o rumo do pleito de outubro e impedir sua reeleição.

Na avaliação da autora, Mary Anastasia O'Grady, apesar de Flavio Bolsonaro ter articulado um financiamento milionário com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, para o filme "Dark Horse", o senador e candidato pelo PL "parece ter se recuperado", tendo em vista seu crescimento nas pesquisas. "O próprio problema de Lula com o Banco Master, que tem ligações com o Supremo Tribunal Federal, pode ser ainda mais profundo", pondera.

"Parte do desafio de Lula nas pesquisas é explicada pelo crescimento econômico lento, de 2% neste ano. Mas a corrupção também é uma questão para os eleitores, e ele nunca conseguiu se livrar de sua notoriedade por práticas políticas obscuras, que remontam a uma condenação em 2017 por recebimento de propinas em troca da concessão de favores", escreve a autora.

Na sequência, O'Grady tenta contextualizar para os leitores do WSJ a dimensão do escândalo do Master, lembrando o papel do ministro Alexandre de Moraes no julgamento da trama golpista e lançando dúvidas sobre a demora das agências reguladoras para conter as fraudes do banco.

"Moraes nega qualquer irregularidade, mas uma nação cansada da corrupção pode tirar suas próprias conclusões e registrá-las nas urnas", conclui o texto.

"A gente vai derrotá-los"

Em repetidas ocasiões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um alerta sobre a possibilidade de interferência dos Estados Unidos nas eleições presidenciais de outubro.

Durante visita a Washington em junho, o chefe de Estado afirmou que seu homólogo norte-americano, Donald Trump, "tem o direito de ter as preferências eleitorais e ideológicas dele. Só espero que ele não fira o código de ética das nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Por mim, pode continuar gostando do Bolsonaro, do filho, do neto", afirmou.

no dia 10 de setembro, Lula afirmou: "Que não venham os americanosinfluir nas nossas eleições. A gente sabe o que eles são capazes. E se eles vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los, os americanos e quem mais se meter", acrescentou o presidente.