
Trump afirma que Rússia e Ucrânia concordaram em suspender ataques contra infraestrutura energética

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (14) que a Rússia e Ucrânia concordaram em não lançar ataques contra alvos energéticos.
Trump também afirmou que o aumento nos preços globais do diesel se deve principalmente ao conflito na Ucrânia, "e não ao Irã".
A Rússia e a Ucrânia ainda não confirmaram o anúncio de Trump.
Apelo de Trump
Previamente, o presidente dos EUA afirmou que o líder do regime ucraniano Vladimir Zelensky "tem que parar de destruir instalações de combustível diesel na Rússia". "Não queremos que ele ataque o combustível diesel", insistiu, acrescentando que o governo americano discutiu essas ações com o líder do regime de Kiev. Ele explicou que os ataques ucranianos a instalações de combustível russas estão causando escassez do produto no mercado.

O Kremlin enfatizou que "qualquer apelo ao regime de Kiev para que cesse os ataques à infraestrutura econômica civil é bem-vindo".
Em julho, a Rússia impôs restrições à exportação de diesel para garantir o abastecimento interno depois que suas refinarias sofreram ataques com drones ucranianos. A proibição vigorará até 30 de setembro deste ano.
Na semana passada, o preço do diesel nos EUA atingiu a marca recorde de seis dólares por galão (3,79 litros) pela primeira vez na história, informou o GasBuddy, serviço que monitora os preços dos combustíveis.
Em 2025, o preço médio nacional era 3,70 dólares. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, associou os preços recordes do diesel aos ataques das forças ucranianas contra refinarias russas e à política do ex-presidente Joe Biden. "O diesel foi afetado por muitos fatores, mas o principal foi a destruição de refinarias russas pela Ucrânia", afirmou.
Por outro lado, os estoques de diesel na Europa aproximam-se de seus níveis mais baixos em anos, apontou o Morgan Stanley em julho.
