Casa Branca alerta América Latina contra narcotráfico e diz que 'ninguém está isento'

Washington afirma que usará "todas as ferramentas" disponíveis para identificar pessoas que facilitem o tráfico de drogas, independentemente do cargo ou país.

Os Estados Unidos advertiram neste domingo (13) países da América Latina de que não haverá exceções em sua política de combate ao narcotráfico. Em comunicado publicado pela Embaixada dos EUA na Guatemala, Washington afirmou: "Os Estados Unidos não toleram a narcopolítica no hemisfério, e ninguém está isento".

O comunicado citou o Equador como exemplo. Segundo Washington, o Departamento de Estado designou publicamente sete ex-funcionários equatorianos, incluindo ex-juízes, um ex-legislador e um ex-diretor penitenciário, por corrupção ligada a organizações como CJNG, Los Choneros, Los Lobos e o Cartel de Sinaloa. De acordo com os EUA, os ex-funcionários manipularam processos judiciais e eleitorais para beneficiar redes ligadas ao narcotráfico e, por isso, eles e seus familiares diretos foram impedidos de entrar no país.

A mensagem conclui que "sem importar o cargo ou o país, Estados Unidos usará todas as ferramentas a seu alcance para encontrar e desmascarar aqueles que facilitem o narcotráfico". O aviso ocorre paralelamente ao avanço de exercícios militares conjuntos na região, incluindo o Vanguardia Sur 2026, realizado no Peru com participação de Argentina, Chile, Estados Unidos e do país anfitrião, com foco em ameaças como narcotráfico, mineração ilegal e crime organizado.