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Mendonça reforça pedido para manter Andrei Rodrigues afastado da Polícia Federal

Ministro diz ao presidente do Supremo, Edson Fachin, que medida tem respaldo legal, não invade competência do presidente da República nem do Plenário da Corte e já tem maioria na Segunda Turma.
Mendonça reforça pedido para manter Andrei Rodrigues afastado da Polícia FederalRosinei Coutinho/STF/Andressa Anholete/Agência Senado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou nesta sexta-feira (11) o pedido para manter afastado o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Em manifestação enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, Mendonça afirmou que a medida tem respaldo legal e não invade as atribuições do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem do Plenário do STF.

Mendonça também argumentou que sua decisão de terça-feira (8) já conta com maioria na Segunda Turma. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques haviam acompanhado o afastamento, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes.

Disputa no Supremo

A disputa se intensificou após o ministro Flávio Dino determinar a suspensão do afastamento na quarta-feira (9) e autorizar o retorno de Andrei ao comando da PF. Mendonça contestou a decisão e levou o caso a Fachin, alegando conflito entre as decisões e questionando a competência de Dino para interferir no processo.

Na sequência, Fachin suspendeu tanto a decisão de Mendonça que havia afastado Andrei quanto a determinação de Dino que o havia reconduzido ao cargo. Com isso, Andrei permaneceu à frente da Polícia Federal enquanto Fachin analisa o conflito entre os ministros.

Na manifestação desta sexta, Mendonça voltou a defender que seu afastamento preventivo seja preservado até que a Segunda Turma conclua o julgamento. O ministro sustenta que a medida não representa interferência nas atribuições do Executivo e que a palavra final sobre o caso cabe ao colegiado do STF.