O governo de Donald Trump avalia impor novas sanções a autoridades brasileiras em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo uma alta autoridade do Departamento de Estado ouvida pelo jornal Folha de S.Paulo. De acordo com o funcionário, as medidas já foram elaboradas e o governo americano está preparado para aplicá-las. Alexandre de Moraes está entre os ministros acompanhados, mas outros integrantes do Supremo também são analisados.
A sessão extraordinária do STF marcada para o dia 15 é considerada importante pelo governo norte-americano. Na ocasião, o plenário deve analisar um relatório da Polícia Federal que aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O julgamento pode resultar na abertura de uma investigação contra o ministro ou na anulação do documento.
O Departamento de Estado avalia diferentes instrumentos e pode recorrer ao Tesouro americano, inclusive à Lei Magnitsky, usada contra Moraes em julho de 2025. A sanção bloqueou eventuais bens do ministro sob jurisdição dos Estados Unidos e restringiu transações com ele, mas foi retirada no fim daquele ano após uma aproximação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Trump.
Segundo a autoridade, ainda não há cronograma para novas medidas, cuja decisão final cabe a Trump. O governo norte-americano também avalia o impacto das sanções nas eleições brasileiras.