O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes sinalizou a aliados que pedirá para votar na sessão da Corte marcada para terça-feira (15), quando o plenário analisará um pedido de investigação contra ele no âmbito do caso Master, conforme reportou o colunista Igor Gadelha no jornal Metrópoles nesta sexta-feira (11).
A sessão julgará um pedido do ministro André Mendonça para investigar Moraes em razão de mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo aliados, Moraes argumentará que Mendonça, relator do caso, também votará, mesmo sendo parte interessada.
A sinalização contraria a expectativa de outros ministros do Supremo de que o magistrado se declararia impedido de analisar um pedido de investigação contra si próprio.
A crise disparou na terça-feira (8), quando Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após relatórios indicarem suposto monitoramento ilegal. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino reintegrou Rodrigues, argumentando irregularidades na decisão.
O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, assumiu as rédeas de todos os pedidos de investigação para preservar a integridade do Tribunal. Na quinta-feira (10), Mendonça atendeu solicitação de Fachin e retirou o sigilo das investigações do Banco Master, permitindo que todos os ministros tenham acesso integral aos autos.
A estratégia dos aliados de Moraes é apresentar questões preliminares que, se acolhidas, poderão impedir a análise do pedido de inquérito. Uma das preliminares questionará a validade do relatório da PF que aponta Moraes como interlocutor de Vorcaro.
Há incerteza sobre os votos, com seis posições consideradas consolidadas, de acordo com a imprensa: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin alinhados a Moraes; Fux e Nunes Marques apoiando Mendonça.