'OTAN islâmica' é desafiada e enfrenta teste com ataques houthis à Arábia Saudita

Pacto com paquistaneses, sauditas e turcos prevê defesa conjunta. Ministro paquistanês havia afirmado que ataque ativaria a aliança.

O Paquistão informou nesta quinta-feira (10) que não discute uma resposta militar para ajudar a Arábia Saudita diante dos ataques recentes dos houthis do Iêmen. A informação foi publicada pela agência Reuters. Os dois países e a Turquia assinaram, em agosto, o Acordo de Meca, uma aliança militar apelidada informalmente de "OTAN islâmica". 

"Não há nada disso em discussão neste momento. Quando chegar a hora, agiremos conforme o acordo", afirmou Sajjad Haider Khan, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão.

O pacto de defesa vigente entre os países estabelece que um ataque armado contra qualquer um dos signatários seria considerado um ataque contra todos.

Na terça-feira (8), o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Muhammad Asif, havia advertido que um ataque dos houthis ao território saudita ativaria a aliança.

"Nos termos do acordo trilateral, qualquer agressão contra qualquer um dos três [países] é considerada uma agressão contra todos. Não há nenhuma ambiguidade a esse respeito", declarou.