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Índia defende plataforma no BRICS para ampliar mercado e crédito a empresas de mulheres

Ministro pede que proposta de fundo para mulheres avance e defende documentos digitais para facilitar o comércio.
Índia defende plataforma no BRICS para ampliar mercado e crédito a empresas de mulheresGettyimages.ru / golfcphoto

O ministro do Comércio e Indústria da Índia, Piyush Goyal, defendeu na quarta-feira (9), em Nova Delhi, a criação de uma plataforma comum de comércio internacional do BRICS para ampliar o acesso de empresas lideradas por mulheres a compradores e financiamento. A proposta foi apresentada durante uma conferência da Aliança Empresarial de Mulheres do bloco, segundo comunicado do governo indiano.

Goyal afirmou que os países já haviam concordado em explorar a iniciativa no Consenso de Jaipur, firmado no mês anterior. A ideia é que a plataforma preveja a divulgação de demandas por produtos nos países do grupo e faturas emitidas entre participantes, além de reunir intermediários financeiros para apoiar pequenos negócios.

Para ampliar o crédito, o ministro pediu que o estudo de uma plataforma de antecipação de recebíveis considere as necessidades das exportadoras. Também defendeu que governos e bancos levem essas faturas em conta ao decidir sobre empréstimos e que a proposta de um fundo para o avanço das mulheres se torne uma iniciativa concreta.

Goyal sugeriu ainda delegações comerciais femininas organizadas por setor e maior participação de empresas de mulheres em feiras e encontros com compradores. Ele propôs que os resultados dessas ações sejam apresentados anualmente.

Comércio digital

O ministro defendeu regras previsíveis em uma plataforma que permita usar documentos comerciais eletrônicos, como faturas, conhecimentos de embarque e declarações aduaneiras. Também pediu às empresárias que identifiquem exigências que dificultam os negócios e apresentem sugestões para simplificá-las.

Segundo Goyal, o comércio de serviços entre integrantes do BRICS permanece relativamente baixo, enquanto o mercado global movimenta quase 10 trilhões de dólares (aproximadamente R$ 51 trilhões). Ele apontou espaço para ampliar a participação de mulheres e de micro, pequenas e médias empresas no setor e na economia digital.