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Intensificação dos combates no Iêmen já deslocou mais de 18 mil pessoas

A escalada da violência deixou comunidades de acolhimento sobrecarregadas e reduziu os estoques de alimentos, abrigos e itens básicos, enquanto famílias enfrentam dificuldades para receber assistência e retornar com segurança para suas casas.
Intensificação dos combates no Iêmen já deslocou mais de 18 mil pessoasGettyimages.ru / Anadolu

agravamento dos combates na costa oeste do Iêmen e em áreas das províncias de Taiz e Al-Hodeidah obrigou cerca de 18.500 pessoas a abandonar suas casas desde 3 de setembro, relatou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) na segunda-feira (7). 

O número continua aumentando à medida que famílias chegam a comunidades de acolhimento e locais improvisados de deslocamento.

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A violência atingiu comunidades como Maqbanah, Al Ma’afer e Jabal Habashi, além de provocar novos deslocamentos entre famílias que já viviam em áreas destinadas a pessoas deslocadas.

Em Hays, por exemplo, algumas famílias tiveram de fugir novamente devido à retomada dos confrontos.

"Chegando sem nada"

"Famílias estão chegando sem nada: sem abrigo, comida ou sequer a certeza de que será seguro voltar", afirmou Abdusattor Esoev, chefe da missão da OIM no Iêmen.

Segundo Esoev, muitas dessas pessoas já foram deslocadas até quatro vezes ao longo dos anos.

A nova onda de violência também está pressionando as comunidades que recebem os deslocados.

Cidades como Al Mokha, Hays e Mawza têm dificuldades para atender ao fluxo crescente de famílias, enquanto os recursos humanitários disponíveis estão próximos do esgotamento.

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A situação é agravada pelos combates nas estradas e pelas interrupções nas redes de telecomunicações, que dificultam o acesso das equipes humanitárias às áreas afetadas.

Os estoques de alimentos, capacidade de abrigo e itens básicos também estão baixos após as recentes operações de emergência provocadas por enchentes e pela crise na costa oeste.

Deslocamento crescente

As famílias que conseguiram escapar dos combates precisam urgentemente de alimentos, água potável, abrigo, assistência financeira, itens domésticos e atendimento médico.

A organização também alerta para os riscos sofridos por migrantes que utilizam a chamada Rota Oriental e que podem ficar presos nas áreas afetadas pelo conflito.

Até o momento, a organização já distribuiu itens essenciais a 663 famílias nas províncias de Taiz e Al-Hodeidah e afirma estar trabalhando com autoridades locais e parceiros humanitários para identificar as pessoas em situação mais urgente.