Três das maiores companhias petrolíferas do mundo anunciam que não irão operar nas Ilhas Malvinas

Os anúncios vieram após as declarações do presidente Javier Milei sobre sanções mais rigorosas contra empresas estrangeiras que operam no arquipélago sem autorização argentina.

A SLB, maior empresa de serviços petrolíferos do mundo, anunciou que não participará de nenhuma atividade nas Ilhas Malvinas, após as declarações do presidente Javier Milei sobre o endurecimento das sanções contra empresas estrangeiras que operam no arquipélago, segundo o jornal La Nación. A empresa confirmou sua posição em um comunicado citando o Decreto 868/26 do Poder Executivo Nacional argentino.

Posteriormente, o Ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, também anunciou que duas outras duas empresas tomaram decisões similares.

Uma delas é a Halliburton, que Quirno descreveu como a segunda maior do setor. A empresa teria reafirmado seu compromisso com a Argentina e seu desenvolvimento energético; enquanto a Baker Hughes, descrita pelo Ministro das Relações Exteriores como a terceira maior, declarou que não participa e não planeja participar de processos de licitação para projetos de hidrocarbonetos nas Ilhas Malvinas ou em suas áreas marítimas adjacentes.

Uma mudança na questão das Malvinas

As decisões tomadas por essas empresas vêm após a política anunciada na quinta-feira (3) por Milei, que inclui sanções mais rigorosas contra empresas estrangeiras que operam no arquipélago sem autorização argentina.

O endurecimento das medidas visa particularmente o projeto Sea Lion, promovido pela Navitas Petroleum e pela Rockhopper Exploration para extrair petróleo em águas próximas às ilhas.

Quirno afirmou nesta sexta-feira (4) que as empresas que participam do projeto, mesmo como prestadoras de serviços, terão que escolher entre essas operações e fazer negócios em Vaca Muerta, a principal formação de hidrocarbonetos não convencionais da Argentina.

O Reino Unido rejeitou a posição da Argentina e reafirmou sua soberania sobre o arquipélago. "Nossas Forças Armadas estão em alerta 24 horas por dia, sete dias por semana, para proteger o Reino Unido e nossos interesses", declarou um porta-voz de Downing Street, sede do governo britânico, nesta sexta-feira.