
Putin comenta o pedido da Ucrânia por um cessar-fogo

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou neste sábado (5) que Kiev fez um apelo por uma trégua ampla, mas que a Rússia não discutiu a proposta com a Ucrânia.

"As autoridades ucranianas fizeram um apelo por um cessar-fogo de mais de três dias, mas nunca chegamos a um acordo sobre isso com eles", ressaltou o presidente russo durante uma reunião com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o genro do presidente americano, Jared Kushner.
Putin acrescentou que o pedido para interromper os ataques partiu da Ucrânia por canais oficiais, tanto por meio dos serviços de inteligência quanto do Ministério das Relações Exteriores. "Dei a ordem correspondente e, desde as 00h00 de hoje, não foram realizados ataques contra Kiev", destacou o presidente russo.
Ao mesmo tempo, ele esclareceu que o lado ucraniano "reduziu consideravelmente, em uma ordem de grandeza", os ataques contra o território russo, incluindo Moscou. O mandatário ressaltou que a Rússia fará todo o possível para garantir a segurança do processo de negociação, dos mediadores e das pessoas que os acompanham.
Por sua vez, o enviado de Trump, Steven Witkoff, agradeceu a Putin pelo cessar-fogo de três dias, que garantiu a chegada segura dos negociadores americanos.
"Uma paz duradoura e absoluta"
Anteriormente, Vladímir Putin destacou, em uma coletiva de imprensa após a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, que o objetivo de Moscou não é "congelar" o conflito com Kiev, mas alcançar uma "paz duradoura e absoluta" na Ucrânia e na Europa.
O presidente russo reiterou sua disposição para o diálogo e revelou que há contatos em andamento com os Estados Unidos, inclusive em nível de inteligência, além de afirmar que Moscou está totalmente aberta a negociar com os enviados de Donald Trump. Por fim, Putin abordou os motivos pelos quais a Rússia não direciona seus ataques de resposta contra a cúpula militar e política da Ucrânia.
Na última conversa telefônica entre Putin e Trump, realizada em julho, o presidente dos EUA "voltou a confirmar sua disposição de contribuir para o fim das hostilidades o mais rápido possível e para a busca de soluções pacíficas para superar a crise", afirmou Ushakov na ocasião.
"Seus enviados especiais, Steve Witkoff e Jared Kushner, continuarão os esforços de mediação e estarão dispostos a viajar a Moscou em um momento conveniente", detalhou.

