
Crise no STF: Lula cobra que Gonet e Fachin não escondam nada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (4) que o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) precisam atuar com transparência diante das recentes crises envolvendo o Judiciário.
A declaração ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, após o discurso do presidente do STF, ministro Edson Fachin.
‼️🇧🇷 Crise no STF: Lula cobra que Gonet e Fachin NÃO ESCONDAM NADA
— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 4, 2026
O presidente afirmou que a sociedade espera transparência do STF e da PGR, além de criticar vazamentos seletivos e a disseminação de fake news por interesses políticos ou econômicos. pic.twitter.com/nkco2Upgyc
Lula afirmou que todos devem estar submetidos aos mesmos procedimentos previstos na legislação e destacou a expectativa da sociedade brasileira em relação ao Supremo e à PGR.
Na sequência, o presidente se dirigiu diretamente a Fachin e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e afirmou que ambos têm a responsabilidade de ajudar a recuperar a tranquilidade em torno das instituições.

"Está nas tuas costas e nas costas do Paulo Gonet a responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade sem tentar esconder absolutamente nada", afirmou Lula.
O presidente também criticou o que chamou de "indústria de fake news" e de "vazamento seletivo por interesses políticos ou econômicos". Segundo Lula, a falta de transparência pode comprometer a confiança da população no sistema de Justiça.
Crise no STF
As declarações ocorrem após a divulgação de informações sobre a relação de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes e sobre um encontro do ex-banqueiro com André Mendonça em março de 2025.
Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes. Segundo a PF, os diálogos indicam proximidade entre os dois e incluem consultas sobre operações policiais, agendas de encontros e edição digital de minutas contratuais do escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com a instituição financeira.
Mendonça deve levar o relatório ao plenário físico do STF para que os ministros decidam se deve ser aberta uma investigação sobre as mensagens. A PGR considerou o procedimento nulo, sob o argumento de que apenas a PF e o Ministério Público podem pedir investigação contra um ministro do Supremo, mediante aprovação do plenário. Lula também conversou na terça-feira (1º) com Gilmar Mendes sobre a crise.

