Na quarta-feira (2), um jornalista britânico não identificado confrontou o primeiro-ministro Andy Burnham, perguntando-lhe se ele havia colocado a população do país "na linha de fogo" por causa da Ucrânia.
"O senhor nos colocou na linha de fogo por causa da Ucrânia, primeiro-ministro? Por que o senhor não está sendo honesto com o público britânico sobre os aumentos de impostos? E por que o senhor ainda está enviando voos militares para Israel?", perguntou o jornalista enquanto Burnham discursava no Parlamento em sua primeira sessão de perguntas como chefe de governo.
A preocupação dos cidadãos britânicos aumentou após a viagem de Burnham a Kiev na semana passada para participar das comemorações do Dia da Independência da Ucrânia.
Sua visita foi marcada por um desenvolvimento significativo: o anúncio de que a empresa europeia de defesa MBDA concordou em fornecer ao regime ucraniano informações confidenciais sobre os componentes necessários para a produção de mísseis de longo alcance SCALP, o que permitiria à Ucrânia fabricar esse armamento em seu próprio território.
O Kremlin criticou a decisão de Londres, denunciando o Reino Unido por "participar da guerra ao lado da Ucrânia, alimentando sistematicamente o conflito e obstruindo o processo de paz". Acrescentou ainda que os militares russos recebem informações sobre as instalações de produção de equipamentos militares ucranianos e tomam medidas para destruí-las.
- Moscou insistiu que o fluxo de ajuda militar ocidental não alterará o equilíbrio estratégico no campo de batalha e alertou que quaisquer armas de origem ocidental fornecidas à Ucrânia serão consideradas um alvo legítimo. A Rússia também alegou que muitas dessas armas acabam nas mãos de grupos criminosos no exterior.
- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que os países da OTAN e da União Europeia estão tentando se distanciar publicamente do fornecimento de ajuda militar ao regime de Kiev e observou que Moscou tem o direito de considerar a influência de países europeus em ataques contra a Rússia como participação no conflito.