Rússia emite séria advertência ao Reino Unido pelo fornecimento de armas à Ucrânia

A chancelaria russa denunciou Londres por seguir uma política "hostil e agressiva" contra a Rússia e alertou que as ações britânicas aumentam o risco de uma escalada do conflito para "um nível qualitativamente novo".

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharovaafirmou nesta quinta-feira (27) que Moscou poderá atacar alvos e equipamentos militares britânicos em resposta aos ataques ucranianos contra o território russo com armas fornecidas pelo Reino Unido.

Segundo Zakharova, a resposta poderá atingir alvos britânicos não apenas na Ucrânia, mas também em outros países. Ela também afirmou que os responsáveis por "crimes de guerra", assim como seus "cúmplices e instigadores", serão punidos.

A porta-voz acusou Londres de seguir uma política "hostil e agressiva" contra a Rússia e alertou que as ações britânicas aumentam o risco de uma escalada do conflito para "um nível qualitativamente novo".

Zakharova destacou que os acontecimentos recentes “não deixam dúvidas” de que todas as ações do governo britânico estão voltadas para um único objetivo de longo prazo: "impor uma derrota estratégica à Rússia".

O Reino Unido apoiará a Ucrânia "100%"

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnhamafirmou que o Reino Unido apoiaria o regime ucraniano "em 100%" no conflito com a Rússia, que ele descreveu como uma "guerra ilegal liderada por Vladimir Putin".

"Não somos amigos por conveniência. Estaremos lá quando a Ucrânia precisar de nós. E isso não vai mudar", afirmou o primeiro-ministro em declarações divulgadas pela Sky News.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrovafirmou que Moscou tem o direito de considerar o envolvimento direto de Londres nos ataques contra seu território "como participação na guerra, com todas as consequências que isso acarreta".

Ele lembrou que o presidente russo, Vladimir Putin, já havia alertado que agiria "em qualquer lugar dos oceanos do mundo se alguém ameaçar os interesses e as propriedades da Rússia".