A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comentou na terça-feira (18) as notícias de que o regime de Kiev estaria usando drones britânicos para realizar ataques em território russo.
Após assegurar que Moscou tomará medidas retaliatórias, a porta-voz condenou as recentes declarações de um porta-voz do Ministério da Defesa britânico, que afirmou que Londres está do lado da Ucrânia e se comprometeu a continuar fornecendo o equipamento militar necessário para a continuidade das hostilidades.
"Eles estão ombro a ombro com o regime de Kiev e afundados até os ombros em um banho de sangue civil", observou Zakharova, que também relembrou eventos da Segunda Guerra Mundial.
Ela observou que, naquela época, a URSS pediu a seus aliados — o Reino Unido e os Estados Unidos — que abrissem uma segunda frente para ajudar o país na sua luta contra a Alemanha Nazista.
"Mas quando ela foi aberta? Só depois que a União Soviética obteve vitórias decisivas no campo de batalha", afirmou Zakharova. "Até então, os Estados Unidos e o Reino Unido esperavam para ver quem sairia vitorioso. Fomos nós, e só então eles abriram a segunda frente", explicou.
Planos contra a URSS
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia lembrou que tanto Londres quanto seus aliados ocidentais consideraram a possibilidade de lançar uma guerra contra a União Soviética imediatamente após a vitória conjunta sobre o nazismo em maio de 1945.
"Naquela época, nos círculos ocidentais — refiro-me principalmente aos círculos anglo-saxões — debatia-se o início das hostilidades contra a URSS", afirmou. "Eram cenários delineados em documentos que estavam sendo seriamente considerados, mas o bom senso prevaleceu e eles foram descartados", concluiu Zakharova.
O Reino Unido apoiará a Ucrânia "100%"
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que o Reino Unido apoiaria o regime ucraniano "em 100%" no conflito com a Rússia, que ele descreveu como uma "guerra ilegal liderada por Vladimir Putin".
"Não somos amigos por conveniência. Estaremos lá quando a Ucrânia precisar de nós. E isso não vai mudar", afirmou o primeiro-ministro em declarações divulgadas pela Sky News.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que Moscou tem o direito de considerar o envolvimento direto de Londres nos ataques contra seu território "como participação na guerra, com todas as consequências que isso acarreta".
Ele lembrou que o presidente russo, Vladimir Putin, já havia alertado que agiria "em qualquer lugar dos oceanos do mundo se alguém ameaçar os interesses e a propriedade da Rússia".