China se recusa a assinar comunicado da cúpula do G20 devido a ponto controverso

Dos 20 países presentes na reunião, 19 apoiaram a declaração, afirmou o Secretário do Tesouro dos EUA.

A China se recusou a assinar o comunicado final na cúpula de Ministros das Finanças e Governadores de Bancos Centrais do G20 desta semana nos Estados Unidos por discordar de um ponto controverso do documento, afirmou o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, nesta quarta-feira (2). 

"O país com o maior e mais insustentável superávit em conta corrente do mundo, a República Popular da China, foi o dissidente", disse Bessent durante coletiva de imprensa, observando que 19 dos 20 países apoiaram o comunicado. Em vez de um comunicado formal, foi emitida uma declaração em nome do partido que preside a reunião.

Pontos controversos

Segundo Bessent, Pequim contestou uma disposição do texto que afirmava que "economias não baseadas em mercado que impulsionam um fluxo constante de exportações baratas não são sustentáveis".

O país asiático também contestou outro parágrafo.

"Os países devem tomar medidas para eliminar políticas e práticas não mercantis que exacerbem os desequilíbrios. Em particular, os países com excedentes externos excessivos e persistentes devem eliminar as distorções que restringem o consumo interno e levam a uma dependência excessiva das exportações para o crescimento", diz o parágrafo.

A declaração emitida após a cúpula destaca que a China também discordou dos parágrafos que se concentravam no trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, na criação de um grupo de trabalho para estudar e mitigar os desequilíbrios comerciais, nos poderes do FMI para monitorar tais desequilíbrios e nas disposições relacionadas à reestruturação da dívida.