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Moscou promete 'dura resposta' às ações anti-Rússia da Alemanha

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia comentou a decisão da Alemanha de fechar o Consulado Russo em Bonn e encerrar as atividades da Casa Russa em Berlim.
Moscou promete 'dura resposta' às ações anti-Rússia da AlemanhaFabian Sommer / picture alliance / Gettyimages.ru

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia prometeu dar "uma resposta dura" às ações anti-Rússia da Alemanha, que culpou Moscou pelo incidente com drones no aeroporto de Leipzig.

A chancelaria também convocou o encarregado de negócios interino da Alemanha, Tim Finke, nesta quarta-feira (2).

"O diplomata alemão foi informado de que o lado russo rejeita categoricamente as acusações completamente infundadas feitas por Berlim a respeito do suposto envolvimento da Rússia no alegado incidente no aeroporto de Leipzig", afirmou o ministério em um comunicado.

O Ministério das Relações Exteriores descreveu as ações das autoridades alemãs como "mais um passo rumo à destruição definitiva do potencial das relações bilaterais, forjadas ao longo de gerações de políticos e diplomatas russos e alemães".

"Um pretexto fabricado" 

Em 1º de setembro, o Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephulanunciou a decisão de Berlim de fechar o Consulado Geral da Rússia em Bonn, com efeito a partir de 18 de setembro, e de rescindir o acordo que permitia o funcionamento do centro cultural Casa Russa na capital.

Ele explicou que a medida foi previamente coordenada com a Chanceler Federal e está sendo implementada "para fortalecer a segurança do país".

O anúncio ocorreu durante uma coletiva de imprensa focada no caso dos drones detectados no Aeroporto de Leipzig, um incidente que as autoridades alemãs atribuíram, sem apresentar provas, aos serviços de inteligência de Moscou.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, rejeitou as acusações.

"Inventaram um pretexto. Berlim está completamente manchada, tanto por alimentar o conflito ucraniano quanto por seu envolvimento em ataques terroristas contra civis", afirmou.