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Flávio Bolsonaro e Zema reagem à suspensão da candidatura de Renan Santos

Decisão do TSE impede candidato do Missão de participar de debates, acessar o Fundo Eleitoral e fazer propaganda.
Flávio Bolsonaro e Zema reagem à suspensão da candidatura de Renan SantosGettyimages.ru / Allison Sales/NurPhoto/Tribunal Superior Eleitoral/Redes sociais

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (31), no X, esperar que Renan Santos, do Missão, tenha sua candidatura restabelecida após a suspensão determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura", escreveu Flávio. Em seguida, citou o bloqueio das redes sociais de Jair Bolsonaro: "O presidente @jairbolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano".

"A censura não pode mais ser banalizada no Brasil!", completou o senador.

A decisão de Toffoli foi tomada no domingo (30), divulgada nesta segunda-feira (31) e também alcança Aroldo Medina, vice na chapa.

Outro candidato a se pronunciar foi Romeu Zema (NOVO), que afirmou discordar de Renan "em muitos pontos", mas classificou a decisão como "um absurdo".

"Não ficarei calado por ser um concorrente. O buraco é muito mais embaixo", escreveu. Segundo ele, "não existe democracia que se sustente dessa forma". "Chega de intocáveis", completou.

Decisão do TSE

Com a medida, Renan fica impedido de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação, além de acessar recursos do Fundo Eleitoral e realizar propaganda eleitoral.

"É uma decisão de ofício que derruba uma campanha inteira. Um absurdo", afirmou o candidato.

Segundo Toffoli, Renan Santos e Aroldo Medina informaram ao TSE, em 19 de agosto, 18 contas em redes sociais. No pedido de registro apresentado em 7 de agosto, porém, haviam declarado apenas uma conta no X e um site.

O ministro apontou indícios de descumprimento da legislação eleitoral. Segundo a decisão, um dos perfis não informados distribuía propaganda eleitoral para mais de 2,4 milhões de seguidores, e a omissão teria gerado benefícios "obtidos de forma inidônea".