
Apesar dos acenos de Trump, Pyongyang afirma que Washington segue com política 'perversa'

Washington está intensificando sua política de hostilidade em relação à República Popular Democrática da Coreia (RPDC). A afirmação foi feita nesta segunda-feira (31) por um porta-voz da chancelaria norte-coreana, citado pela agência estatal KCNA.
"Nos últimos tempos, pudemos observar como a postura de confronto dos Estados Unidos em relação à RPDC se expressa com maior clareza", destacou o porta-voz, lembrando que o governo Trump continua insistindo na "desnuclearização completa" da RPDC.

O oficial indicou ainda que Washington tentou "manchar a imagem" da RPDC e "criar instabilidade interna" ao falar de supostos "'abusos contra os direitos humanos'". Também assinalou que os EUA anunciaram a realização de exercícios militares conjuntos com o Japão e a Coreia do Sul, o que, segundo o porta-voz, representa uma ameaça tanto para a RPDC quanto para outros países da região. A isso, acrescentou, somam-se a espionagem aérea americana e outras provocações militares.
Armas nucleares "garantem paz"
"Dessa forma, o governo Trump reafirmou plenamente sua invariável política hostil deviolar arbitrariamente a soberania, o sistema político e os interesses de segurança da RPDC", enquanto sua "hostilidade" em relação à RPDC vem se manifestando cada vez de maneira "mais clara", explicou.
Nessa linha, afirmou que as armas nucleares são "uma garantia absoluta" para a defesa da soberania de seu país, constituindo "a opção mais responsável e correta para garantir a paz e a segurança regionais".
"Nossa política em relação aos Estados Unidos não mudou: respondemos à sua invariável política hostil com a postura mais firme até o fim", concluiu.
Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem enfatizado sua boa relação pessoal com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmando que sempre foi tratado com "grande respeito" por ele.
O mandatário chegou a anunciar a redução dos custosos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul e sugeriu que poderia suspender a ajuda militar dos EUA ao país.
