
'Coreia do Norte é respeitada internacionalmente', diz Renan ao defender bomba nuclear brasileira

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (26), durante sabatina da TV Globo, que o Brasil abandone o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e desenvolva seu próprio arsenal atômico.
Renan respondeu que a saída do tratado deveria ocorrer "necessariamente, e no momento certo". Em seguida, a apresentadora Renata Vasconcellos, que conduzia a entrevista, lembrou que a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) é o único país a ter deixado o TNP desde a criação do tratado. Renan foi categórico:
"Pelo menos a Coreia do Norte, por mais que seja um regime que eu considero opressivo e que eu não o respeite, pelo menos ele é respeitado internacionalmente de maneira que a Venezuela não foi", afirmou. Para o político, a posse de armas nucleares seria uma forma de preservar a soberania diante do tamanho do território brasileiro e de suas reservas de recursos naturais.

Para Renan, uma profunda mudança da ordem internacional é inevitável e exigirá do Brasil uma nova política de alianças e maior capacidade de defesa.
"Se a gente quiser ser o eterno Zé Carioca no mundo, o personagem engraçado em que os gringos vêm aqui para fazer festa e que a gente exporta matéria-prima e recebe produto pronto, tudo bem, não fazemos armas nucleares, aceitamos nossa posição submissa. Agora, se a gente quiser ser uma nação séria e respeitada, nos próximos 30 anos nós precisamos ter armas nucleares", sustentou.
