A China não busca obter superávit comercial e considera que suas relações econômicas e comerciais com outros países são, por natureza, mutuamente benéficas, afirmou nesta segunda-feira (31) o porta-voz da chancelaria chinesa, Guo Jiakun. Segundo ele, Pequim se opõe a medidas tarifárias unilaterais de qualquer tipo e mantém seu compromisso com uma abertura de alto padrão.
Guo afirmou que o vasto mercado chinês oferece "novas oportunidades a todos, inclusive aos Estados Unidos". Ele defendeu que os dois países implementem os importantes entendimentos alcançados pelos presidentes Xi Jinping e Donald Trump, resolvam questões pendentes para preservar o "impulso positivo", conquistado com dificuldade, nas relações comerciais bilaterais.
O porta-voz também destacou a necessidade de que os países conduzam suas relações comerciais com base na igualdade, no respeito mútuo e no benefício recíproco, em vez de recorrerem a medidas tarifárias unilaterais.
As declarações foram uma resposta direta às falas do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que instou outros países a reavaliarem seus laços econômicos com a China. Em coletiva de imprensa no domingo (30), o oficial afirmou que, somados, os parceiros comerciais do gigante asiático acumulam um déficit comercial de US$ 1,2 trilhão em relação à Pequim.
Dados recentes mostram que, no caso do Brasil, as relações comerciais com a China são marcadas por um superávit expressivo de US$ 16,05 bilhões em favor de Brasília.