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Inveja? EUA pedirão ao G20 revisão das relações comerciais com a China: 'Superávit insustentável'

Secretário do Tesouro americano defende revisão das relações comerciais globais com Pequim antes da cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para o fim de setembro.
Inveja? EUA pedirão ao G20 revisão das relações comerciais com a China: 'Superávit insustentável'Gettyimages.ru / Chip Somodevilla

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira (31) que pedirá aos países do G20 que reavaliem suas relações comerciais com a China para reduzir desequilíbrios globais e pressionar Pequim a direcionar sua economia para o consumo doméstico.

Em entrevista à Reuters antes da reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20, em Asheville, na Carolina do Norte, Bessent afirmou que a atual expansão das exportações chinesas não é sustentável. "O mundo não pode ter uma China com um superávit comercial de US$ 1,2 trilhão (aproximadamente R$ 6,216 trilhões)", afirmou.

Bessent disse que a relação comercial direta entre Estados Unidos e China "está melhorando rapidamente". Segundo ele, porém, a queda das importações chinesas pelos EUA ocorreu ao mesmo tempo em que as exportações da China cresceram para outras regiões, especialmente Europa e América Latina.

Negociações comerciais

O secretário afirmou que outros países agora enfrentam "decisões muito difíceis" diante do aumento das exportações chinesas para seus mercados. Parte da queda das vendas da China aos Estados Unidos ocorreu após a adoção de tarifas e proibições sobre alguns produtos, incluindo automóveis.

Antes da cúpula prevista para o fim de setembro entre Donald Trump e Xi Jinping, Bessent disse que continuarão as negociações sobre possíveis reduções tarifárias para bens "não estratégicos" e "salvaguardas" para a inteligência artificial.

Segundo Bessent, tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 155,4 bilhões) em bens "não críticos" de cada lado podem ser retiradas. Ele também afirmou que pretende se reunir, em Asheville, com o presidente do Banco Popular da China, Pan Gongsheng.