'Orgasmo seco' e 'ejaculação retrógrada': entenda o que são e quais as prováveis causas

A alteração em geral é benigna, mas merece investigação médica quando é persistente ou há preocupação com a fertilidade.

Durante o orgasmo masculino, em condições normais, o colo da bexiga se fecha e direciona o esperma para fora do corpo através da uretra. Quando esse mecanismo falha, em vez de seguir para ser expelido pelo pênis, ele segue para a bexiga. Esse distúrbio é conhecido como "ejaculação retrógrada", como aponta o artigo no portal Metrópoles. 

Como afirma o médico da família e comunidade Mosiah Machado, ouvido pelo portal, "parte ou todo o sêmen toma o caminho inverso" sendo depois  é eliminado junto com a urina e, em geral, “não causa dano à bexiga”.

As causas mais frequentes estão cirurgias da próstata ou do colo da bexiga, alterações neurológicas, como a neuropatia relacionada ao diabetes e lesões da medula, além do uso de alguns medicamentos.

O chamado "orgasmo seco" é o principal sinal do problema, quando pouco ou nenhum sêmen é expelido através da uretra. 

A primeira urina após o orgasmo seco também pode ser mais turva. A presença de espermatozoides na urina após o orgasmo pode confirmar o diagnóstico.

O médico destaca, no entanto, que a redução do volume ejaculado pode ter outras causas

Quando se preocupar 

A ejaculação retrógrada não costuma afetar o prazer sexual, embora possa alterar a sensação do orgasmo. 

A principal consequência está relacionada à fertilidade, já que a maior parte ou o todo dos espermatozoides não são expelidos para fora do corpo. 

A recomendação é  procurar um médico para investigar a causas do orgasmo seco e avaliar a necessidade de tratamento.