
Cientistas descobrem método gratuito e surpreendente para curar dores de cabeça

Um estudo científico da Universidade de Münster, na Alemanha, citado na segunda-feira (7) pela imprensa britânica, revelou que a atividade sexual pode ajudar a aliviar os sintomas da enxaqueca.
A pesquisa acompanhou 306 pacientes que sofrem com crises de enxaqueca e outros 96 diagnosticados com cefaleia em salvas. Todos foram monitorados ao longo de dois anos. Entre os participantes com enxaqueca, 34% afirmaram ter tido relações sexuais durante uma crise. Desses, 60% relataram melhora dos sintomas logo após a relação sexual.
Orgasmo
Entre os pacientes com enxaqueca que tiveram relações sexuais durante uma crise, 43% perceberam alívio logo após o orgasmo ou no auge da excitação. Outros relataram momentos distintos de melhora: 18% notaram a mudança no exato momento do orgasmo, 20% já sentiram os efeitos no início da atividade sexual e outros 20% dentro de até 30 minutos após o clímax.

Nos casos de cefaleia em salvas, o padrão foi semelhante. Cerca de 31% dos pacientes disseram ter feito sexo durante uma crise e, desse grupo, 37% apontaram melhora nos sintomas.
De acordo com a Dra. Megan Donnelly, neurologista e especialista em dores de cabeça da Novant Health em Charlotte, Carolina do Norte, o alívio estaria relacionado à liberação de hormônios como endorfinas, dopamina e serotonina, substâncias naturais do corpo conhecidas por atuarem como analgésicos e por promoverem sensação de prazer e relaxamento.
Dores de cabeça
Apesar dos relatos positivos, nem todos os pacientes encontraram alívio com o sexo. O estudo apontou que 33% das pessoas com enxaqueca e 50% das que sofrem de cefaleia em salvas disseram que os sintomas pioraram após a relação sexual.
Segundo o Medical News Today, isso pode estar ligado a um fenômeno conhecido como ''dor de cabeça do orgasmo'', um tipo específico de cefaleia que surge durante ou logo após a excitação sexual. Em alguns casos, essas dores são benignas, mas podem ser intensas e até incapacitantes.
Além disso, a elevação da pressão arterial durante o ato sexual pode provocar a dilatação de vasos sanguíneos na cabeça, o que pode desencadear ou agravar uma crise em pessoas mais sensíveis.
Esse tipo de dor de cabeça, associada à atividade sexual, tende a ser mais comum em homens, em uma taxa quatro vezes maior do que em mulheres, e costuma surgir, em geral, após os 40 anos, conforme artigo publicado em 2010 pelo The Journal of Headache and Pain.
