
Pablo Marçal cita China como exemplo de industrialização e critica 'mentalidade brasileira'

O empresário Pablo Marçal (PRTB) citou, em entrevista ao programa "Show do Bacci", na quinta-feira (28), a China como exemplo de processo de industrialização. Para ele, um grande marco do desenvolvimento chinês foi o sentimento de "revolta" contra a exploração internacional.
☭ Pablo Marçal cita China como exemplo de industrialização e critica ''mentalidade brasileira''
— RT Brasil (@rtnoticias_br) August 28, 2026
Não faz sentido que Londres dite os preços do nióbio, metal cuja produção é dominada pelo Brasil, argumentou.
💬 "Se é tudo nosso, quem põe o preço somos nós".
(🎥: Bacci Notícias) pic.twitter.com/8tAlu9X6w2
"A mentalidade brasileira não ter o próprio carro, não ter a própria geladeira, não é nada industrializado aqui, irmão. Os caras usam a gente pra produzir as marcas deles, tá entendendo ou não? Fizeram isso com a China. E a China ficou revoltada e fez o quê? Matriz energética, infraestrutura e tecnologia. Investiram nas três coisas que eu tô falando: Matriz energética, infraestrutura e tecnologia", disparou.
Nesse contexto, Marçal afirmou que o Brasil deveria criar o chamado "Vale do Nióbio" para atrair "todas as nações e todas as megacorporações" interessadas em explorar os recursos minerais do país. Pela proposta, as empresas receberiam terrenos para instalar suas próprias plantas industriais e poderiam explorar as "17 terras raras", mas teriam de deixar o Brasil apenas com o "produto finalizado", acompanhado de "nota fiscal de venda".

"É isso que vai fazer o Brasil se tornar uma grande potência. Só que a gente não vai fazer isso, porque esses caras são vendidos e se curvam pra essas grandes organizações, (...) vão vender a preço de areia, de construção, as terras raras", disparou, em alusão ao atual governo.
''Não tem conversa''
Ao criticar a atual política para o setor mineral, Marçal lembrou que o Brasil é dominante na produção de nióbio, e disparou: "95% do nióbio do mundo é brasileiro. Só tem aqui no Canadá e os caras de Londres que definem o preço. Meu amigo, se é tudo nosso, quem põe o preço somos nós. Não tem conversa".
O empresário faz alusão à A London Metal Exchange (LME), que funciona como uma referência internacional para diversos metais. No entanto, diferentemente de commodities como cobre, níquel e alumínio, o nióbio não possui um contrato de negociação na LME nem uma cotação oficial estabelecida pela bolsa, sendo negociado predominantemente por meio de contratos bilaterais entre produtores e consumidores.
