Uma equipe de arqueólogos da China e da Rússia encontrou uma fortaleza, um sítio de arte rupestre, um assentamento e sete tumbas na região russa do Altai. Os achados trazem evidências sobre sociedades nômades e conexões culturais na estepe eurasiática. A informação foi publicada pelo portal Global Times nesta quinta-feira (27).
Seis tumbas pertencem à cultura Pazyryk e são datadas entre os séculos V e III a.C. O maior monte funerário mede 18 metros de diâmetro, enquanto as outras sepulturas são menores.
Segundo Mu Jinshan, chefe chinês da equipe, a diferença de tamanho entre os túmulos ajuda a estudar a estratificação social e as formas de organização no Altai durante a Idade do Ferro.
Conexões culturais
Tumbas Pazyryk e cistas de pedra do tipo Kara-Koba foram encontradas na mesma sequência de montes funerários. Estruturas semelhantes também foram identificadas em Xinjiang, no noroeste da China, o que, segundo Mu, indica conexões culturais entre as regiões.
A equipe também aplicou um modelo desenvolvido por pesquisadores chineses que relaciona a proximidade entre assentamentos, tumbas e arte rupestre. A abordagem levou à identificação de um assentamento, um grande sítio de arte rupestre e uma fortaleza.
A expedição reuniu mais de 30 pesquisadores e estudantes. China e Rússia planejam ampliar a cooperação com Mongólia e Cazaquistão em estudos sobre civilizações nômades e intercâmbios culturais na Rota da Seda das estepes.