
Após ordem de Dino, Polícia Civil de SP envia à PF dados de operação sobre ONG ligada a 'Dark Horse'

A Polícia Civil de São Paulo encaminhou nesta quarta-feira (26) à Polícia Federal, em Brasília, documentos e provas da Operação Wi-Fi, após determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou o g1. A medida atende a um pedido da PF para aprofundar a investigação sobre possível uso de emendas parlamentares na produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.

O material enviado inclui a íntegra do inquérito da Polícia Civil, com documentos, depoimentos e relatórios, além de dados extraídos de celulares de investigados. De acordo com a TV Globo, alguns aparelhos ainda estavam no Instituto de Criminalística sem extração de dados por limitações técnicas ou fila de espera. Nesses casos, os próprios celulares foram encaminhados à PF.
A operação apura suspeitas de fraude em um contrato de R$ 108 milhões por ano com a Prefeitura de São Paulo.
Segundo a PF, os elementos recolhidos em endereços do Instituto Conhecer Brasil (ICB), da empresária Karina Ferreira da Gama e de outras empresas podem contribuir para o avanço da apuração.
Investigação sobre emendas
Dino abriu o inquérito após solicitar à Controladoria-Geral da União uma apuração sobre emendas dos deputados Mário Frias, Marcos Pollon e Bia Kicis destinadas ao ICB e à Academia Nacional de Cultura (ANC).
As entidades são apontadas como vinculadas a um mesmo núcleo de gestão coordenado por Karina Ferreira da Gama.
A PF também analisa as relações empresariais da empresária e de suas empresas, além de eventuais doações eleitorais relacionadas aos investigados.
Dino considerou pertinente o pedido da PF e afirmou que o compartilhamento está de acordo com o entendimento do STF para esse tipo de medida.
