Banqueiro prevê 'acerto de contas' em relação à crescente dívida dos EUA

"Em algum momento as pessoas param de comprar seus títulos, e esse é o risco que existe", alertou presidente do Banco da Reserva Federal de Richmond, Thomas Barkin.

Se a dívida dos EUA continuar crescendo, em algum momento haverá um "acerto de contas", afirmou Thomas Barkin, presidente do Banco da Reserva Federal de Richmond, acrescentando que "ninguém pode dizer quando" isso acontecerá, informou a Bloomberg nesta quarta-feira (26).

O dólar é uma moeda global e os EUA, na opinião dele, são um país regido pelo Estado de Direito; esses são os dois motivos pelos quais a compra de títulos do governo continua. "Mas, como vocês sabem, em algum momento as pessoas param de comprar seus títulos, e esse é o risco que existe", explicou.

Barkin acredita que "a questão mais importante é se sabemos ou não o alcance das tarifas" impostas pelo governo Trump, particularmente contra o Canadá, e admite que ainda não recebeu "nenhuma indicação a respeito".

Embora não tenha direito a voto sobre a taxa de juros na reunião do Federal Reserve dos EUA deste ano, ele manifestou seu apoio à sua manutenção na faixa de 3,5% a 3,75%. Em julho passado, três membros votantes se mostraram favoráveis ​​ao aumento da taxa em um quarto de ponto percentual.

Há alguns dias, outro especialista em macroeconomia e finanças, o bilionário Ray Dalio, alertou que o país norte-americano poderá enfrentar uma crise da dívida nos próximos três anos, caso não mude seu atual rumo fiscal.

A dívida nacional dos EUA ultrapassou os 40 trilhões de dólares pela primeira vez na semana passada, quase o dobro dos 19,95 trilhões de dólares registrados em 2017, quando Donald Trump iniciou seu primeiro mandato presidencial.