O café pode integrar uma alimentação saudável quando consumido com moderação, no horário correto e de acordo com a tolerância individual. Segundo a médica clínica e nutricionista da "SM-Clínica" Elena Ustynova, entrevistada pela RT, o método de preparo influencia a quantidade de cafeína, óleos e outras substâncias presentes na bebida.
"Do ponto de vista da saúde, uma das opções mais adequadas é o café filtrado", afirmou. De acordo com a especialista, o filtro de papel retém parte dos óleos do café.
Café preparado na turca ou na prensa francesa também pode ser consumido, mas contém mais óleos. Já o espresso possui maior concentração de substâncias em uma pequena porção, enquanto o café solúvel é uma opção aceitável quando não há excesso de açúcar, creme ou outros ingredientes.
Atenção ao horário e aos acompanhamentos
Ustinova também recomendou atenção aos ingredientes adicionados à bebida.
"Uma grande quantidade de açúcar, xaropes, creme de leite ou coberturas doces aumenta significativamente o valor calórico do café e, na prática, o transforma em uma sobremesa", disse ela à RT.
A médica afirmou ainda que não é necessário tomar café imediatamente após acordar e recomendou evitar a bebida cerca de seis a oito horas antes de dormir. Para pessoas sensíveis à cafeína, o intervalo pode ser maior.
"Não se deve usar o café como forma de compensar a privação crônica de sono", alertou. Segundo ela, a cafeína aumenta temporariamente o estado de alerta e a atenção, mas não substitui o sono adequado e pode prejudicar a qualidade do descanso noturno.
Limite diário
A especialista acrescentou que pessoas que sentem azia ou desconforto ao tomar café devem evitar consumi-lo em jejum.
"Em média, para a maioria dos adultos saudáveis, considera-se seguro o consumo de até 400 mg de cafeína por dia", afirmou. Para gestantes, a recomendação usual, segundo Ustynova, é limitar o consumo a 200 mg diários.