Estudo buscado por Lito Sousa não recruta mais participantes, afirma farmacêutica

A farmacêutica Ionis diz que ION717 está em estágio inicial e ainda não tem segurança nem eficácia estabelecidas.

Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), e sua família manifestaram urgência em relação ao ION717, medicamento investigacional da Ionis. A farmacêutica afirmou nesta terça-feira (25) que o estudo clínico não está mais recrutando participantes.

A Ionis disse reconhecer e compreender a urgência expressa por Lito e pela família, e agradeceu as manifestações de apoio e solidariedade de seus seguidores. A empresa afirmou que trata o assunto de forma privada, e não divulga publicamente informações médicas de pacientes.

O ION717 está sendo estudado pela primeira vez em pessoas com doenças priônicas. Segundo a farmacêutica, o ensaio está em estágio inicial e busca avaliar a segurança, a tolerabilidade e os efeitos do medicamento no organismo.

Estudo clínico

A Ionis afirmou que a segurança e a eficácia do ION717 ainda não foram estabelecidas. O medicamento também não está atualmente disponível por meio de um programa de acesso expandido da empresa.

A farmacêutica norte-americana disse manter o compromisso de conduzir as pesquisas de forma criteriosa e ética e atuar com urgência para determinar se o ION717 poderá beneficiar pessoas que vivem com doenças priônicas.

A empresa também agradeceu às pessoas envolvidas na ampliação do conhecimento sobre a doença, que é rara, de rápida progressão e sem cura.

Ministério da Saúde pede inclusão de Lito em estudo

Também nesta terça-feira, o Ministério da Saúde pediu a inclusão do influenciador Lito Sousa em um estudo experimental nos Estados Unidos sobre a doença de Creutzfeldt-Jakob. A informação foi divulgada pela GloboNews.

Segundo nota enviada pelo Ministério da Saúde ao canal, a pasta entrou em contato com pesquisadores nos Estados Unidos para tentar viabilizar a participação de Lito. O influenciador está em uma lista preliminar e ainda precisa passar por uma triagem para verificar se atende aos critérios definidos pelos pesquisadores e pelas autoridades regulatórias americanas.

A pasta ressaltou que a inclusão na lista não significa que Lito já tenha sido aceito no tratamento experimental.