Na Mongólia, Brasil apresenta meta ousada de recuperação ambiental

Compromisso prevê ações de recuperação e restauração em mais de 163 mil km² e medidas de prevenção em outros 3,51 milhões de km² até 2030.

O Brasil apresentou nesta terça-feira (25), durante a COP17 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, em Ulan Bator, na Mongólia, a Meta Voluntária de Neutralidade da Degradação da Terra para 2030.

Segundo o Planalto, o compromisso reúne 17 submetas voltadas a "recuperar ou restaurar terras degradadas, reduzir os processos de degradação em curso e evitar nova degradação".

A meta prevê ações de recuperação e restauração em mais de 163 mil km² até 2030, incluindo áreas de vegetação nativa, sistemas agroflorestais, unidades de conservação e bacias hidrográficas. Outros 3,51 milhões de km² serão abrangidos por medidas de prevenção, conservação e manejo sustentável.

De acordo com o governo, cerca de 2,3 milhões de km², o equivalente a 28% do território brasileiro, apresentam algum nível de degradação. O avanço da aridez também preocupa: áreas de clima semiárido aumentaram, em média, 75 mil km² por década desde o início do monitoramento climático.

O Planalto afirma que cerca de 39 milhões de brasileiros vivem em 1.649 municípios situados em áreas suscetíveis à desertificação ou em seu entorno.