Sob mediação dos EUA, Síria e Israel retomam negociações para frear hostilidades

Discussões abordaram criação de mecanismos para cessar operações israelenses e restaurar acordo de 1974, com Síria exigindo retirada israelense de territórios ocupados desde dezembro de 2024.

Um encontro mediado pelos Estados Unidos reuniu, no domingo (23), delegações de alto nível da Síria e Israel na Jordânia, visando desescalar tensões após ataques aéreos israelenses em território sírio. As informações foram divulgadas pela imprensa internacional, incluindo o sírio Sana e o The Times of Israel.

A delegação síria foi liderada pelo ministro das Relações Exteriores Asaad Hassan al-Shaibani e incluiu chefes dos serviços de Inteligência Geral e Militar; do lado israelense, participou o chefe do Mossad, Roman Gofman.

A reunião ocorreu após o bombardeio israelense à base aérea de Abu al-Duhur, no noroeste da Síria, na quinta-feira (20). Israel alegou que o ataque visava impedir o avanço de forças turcas no local — uma acusação negada tanto pela Síria como pela Turquia.

As discussões se concentraram em estabelecer mecanismos práticos para interromper ataques, prisões e operações israelenses, além de retomar negociações para um acordo de segurança.

A Síria enfatizou sua soberania plena para reconstruir suas forças armadas e determinar alianças, rejeitando restrições a esses direitos. Sua delegação reafirma que as Colinas de Golã ocupadas são território sírio, priorizando a retirada israelense para as posições anteriores a 8 de dezembro de 2024 e a reativação do Acordo de Desengajamento de 1974.

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Segundo o Canal 12 israelense, Israel estabeleceu "linhas vermelhas" nas conversas, incluindo impedir atividade militar turca na Síria e manter desmilitarizado o "lado sírio" do Golã.

Segundo o jornal The Times of Israel, o governo Trump pressionou fortemente pela reunião, buscando desescalar tensões antes das eleições israelenses.