
Sob mediação dos EUA, Síria e Israel retomam negociações para frear hostilidades

Um encontro mediado pelos Estados Unidos reuniu, no domingo (23), delegações de alto nível da Síria e Israel na Jordânia, visando desescalar tensões após ataques aéreos israelenses em território sírio. As informações foram divulgadas pela imprensa internacional, incluindo o sírio Sana e o The Times of Israel.
A delegação síria foi liderada pelo ministro das Relações Exteriores Asaad Hassan al-Shaibani e incluiu chefes dos serviços de Inteligência Geral e Militar; do lado israelense, participou o chefe do Mossad, Roman Gofman.
A reunião ocorreu após o bombardeio israelense à base aérea de Abu al-Duhur, no noroeste da Síria, na quinta-feira (20). Israel alegou que o ataque visava impedir o avanço de forças turcas no local — uma acusação negada tanto pela Síria como pela Turquia.

As discussões se concentraram em estabelecer mecanismos práticos para interromper ataques, prisões e operações israelenses, além de retomar negociações para um acordo de segurança.
A Síria enfatizou sua soberania plena para reconstruir suas forças armadas e determinar alianças, rejeitando restrições a esses direitos. Sua delegação reafirma que as Colinas de Golã ocupadas são território sírio, priorizando a retirada israelense para as posições anteriores a 8 de dezembro de 2024 e a reativação do Acordo de Desengajamento de 1974.
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- O acordo firmado em 31 de maio de 1974 estabeleceu áreas de limitação de armamentos e separou forças militares israelenses e sírias, com uma zona intermediária desmilitarizada monitorada pela ONU.
Segundo o Canal 12 israelense, Israel estabeleceu "linhas vermelhas" nas conversas, incluindo impedir atividade militar turca na Síria e manter desmilitarizado o "lado sírio" do Golã.
Segundo o jornal The Times of Israel, o governo Trump pressionou fortemente pela reunião, buscando desescalar tensões antes das eleições israelenses.
