Mais de 100 mil profissionais formados: médicos chineses ampliam a cooperação em saúde na África

Casos na Tanzânia mostram como a capacitação é aplicada em situações de emergência e cirurgias especializadas.

Mais de 100 mil profissionais de saúde locais foram treinados por equipes médicas chinesas desde 1963, informou a Xinhua em reportagem publicada nesta semana. De acordo com a agência, cerca de 30 mil profissionais de saúde chineses atuaram em 76 países e regiões ao longo das últimas seis décadas, tratando aproximadamente 290 milhões de pacientes, a maioria na África.

Na Ilha de Pemba, na Tanzânia, o médico local Harun Maisara Mahkum realizou pela primeira vez a retirada de uma moeda que um menino de dois anos havia engolido, sob orientação de um especialista chinês. Segundo ele, antes da chegada dos médicos do gigante asiático, casos como esse dependiam de especialistas de fora.

Já em Dar es Salã, uma equipe médica chinesa também treinou cerca de 50 cardiologistas tanzanianos na tecnologia empregada em cirurgias cardíacas minimamente invasivas. Em janeiro do ano passado, cinco crianças, com idades entre três e sete anos, foram submetidas a procedimentos para tratar cardiopatias congênitas no Instituto Cardíaco Jakaya Kikwete, construído pela China.

Uma das crianças foi Ikram, de três anos. Ao saber que a cirurgia do filho havia sido bem-sucedida, sua mãe, Husna Shabaan Kingwande, chorou de alegria.

No âmbito do Plano de Ação de Beijing do Fórum de Cooperação China-África (2025-2027), a China planeja enviar outros 2 mil profissionais de saúde e especialistas em saúde pública ao continente.