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China desafia Neuralink com implante cerebral que pode ser colocado em apenas 10 minutos

Interfaces cérebro-computador permitem a captura de sinais cerebrais e sua conversão em comandos para controlar dispositivos, uma tecnologia que pode ajudar pacientes paralisados ​​a recuperar a independência.
China desafia Neuralink com implante cerebral que pode ser colocado em apenas 10 minutosImagem criada por inteligência artificial

Startups e investigadores chineses competem para trazer ao mercado interfaces cérebro-computador (BCI) que possam ser mais facilmente implantadas em pacientes, enquanto as autoridades promovem a criação de empresas capazes de rivalizar com a Neuralink, considerada pioneira nesta área, noticiou este domingo (9) o South China Morning Post.

Os CCIs capturam sinais cerebrais, processam-nos e convertem-nos em comandos para dispositivos externos.

Segundo Zhao Zhengtuo, cofundador da empresa StairMed Technology, essas ferramentas poderiam permitir que pessoas paralisadas controlassem a tecnologia apenas com seus pensamentos e recuperassem uma vida mais próxima daquela de pessoas sem deficiência.

A China busca se posicionar neste campo

A StairMed Technology, com sede em Xangai, está desenvolvendo uma técnica minimamente invasiva para implantar esses dispositivos em uma área específica do cérebro através de vasos sanguíneos no pescoço.

O método, semelhante ao usado para colocar stents vasculares, está sendo desenvolvido em colaboração com uma equipe da Academia Chinesa de Ciências, embora até agora só tenha sido testado em ovelhas.

Ao mesmo tempo, o Hospital Xuanwu, em Pequim, já iniciou seu primeiro ensaio clínico em humanos com uma abordagem semelhante, baseada no implante de um dispositivo de artéria coronária (CAI) em vasos sanguíneos cerebrais conhecidos como seios venosos durais.

O médico responsável pelo projeto, Duan Wanru, afirmou que "um cirurgião com quatro ou cinco anos de experiência pode implantar o dispositivo em apenas 10 minutos".

Segundo Duan, até o momento não foram relatados problemas graves de segurança, e o implante pode ser removido em um mês. Além disso, a Universidade de Nankai afirma ter concluído, em 2025, o primeiro teste em humanos desse tipo de interface vascular.

O governo chinês estabeleceu a meta de desenvolver "duas ou três" empresas globalmente competitivas no mercado de interfaces cérebro-computador até 2030, numa clara tentativa de se posicionar como líder nessa tecnologia emergente.

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