A Petrobras e a mexicana Pemex uniram esforços para investigar formações rochosas profundas no Golfo do México que podem concentrar petróleo formado há cerca de 160 milhões de anos. A informação foi publicada pelo O Globo nesta sexta-feira (21).
A iniciativa envolve uma área de exploração considerada de alto risco, mas com potencial de grandes reservas.
A aposta se baseia também em dados obtidos pela Pemex em uma perfuração realizada em 2018, que chegou a mais de 7,8 mil metros abaixo do fundo do mar, mas foi considerada improdutiva.
Desafio nas profundezas
As empresas pretendem alcançar rochas muito mais antigas que os reservatórios atualmente explorados na região, enfrentando altas temperaturas, pressão intensa e camadas de sal que dificultam a perfuração.
"A Pemex, sozinha, não tem a tecnologia nem o capital para esse tipo de exploração. Mas o fato de ser de alto risco não significa que os hidrocarbonetos não estejam lá. As empresas estão dispostas a perfurar áreas de altíssimo risco e a serem pioneiras porque as recompensas potenciais, em caso de sucesso, são enormes", afirmou o geólogo e consultor especializado em descobertas em águas profundas no Golfo do México, Mark Rowan, conforme citado pelo veículo brasileiro.