
EUA sancionam autoridades e entidades de Cuba

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro do país, anunciou nesta quinta-feira (20) uma nova rodada de sanções contra pessoas e entidades governamentais de Cuba. As medidas fazem parte da política de pressão máxima adotada por Washington, denunciada por Havana como uma "punição coletiva" com pretensões "genocidas".

Desta vez, as sanções individuais foram impostas a três funcionários do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP): Fernando González Llort, Leima Martínez Freire e Noemí Ramona Rabaza Fernández, que foram incluídos na lista de Nacionais Especialmente Designados do governo dos EUA. A medida proíbe cidadãos e empresas norte-americanos de realizar negócios com as pessoas incluídas na lista, além de prever o eventual bloqueio de seus ativos nos EUA, caso existam.
Entre as entidades públicas designadas pela OFAC estão o Ministério da Construção de Cuba (MICONS), o Grupo Empresarial Geominero Salinero, a importadora e comercializadora de metais METALCUBA, a Empresa de Níquel "Comandante Ernesto 'Che' Guevara", a comercializadora CONSUMINPORT, vinculada ao Grupo Empresarial de Comércio Exterior da ilha, a TRANSIMPORT, que comercializa peças de veículos e motores, e a Corporação de Abastecimento ao Turismo (CORATUR).
Cerco dos EUA contra Cuba
Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo a Casa Branca, Cuba representaria para a segurança dos EUA e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar a "diversos países hostis", abrigar "grupos terroristas transnacionais" e permitir a instalação na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que venderem petróleo a Cuba, além de ameaças de represálias contra aqueles que agirem em desacordo com a ordem executiva da Casa Branca.
A medida ocorre em meio a uma escalada das tensões entre Washington e Havana, que tem rejeitado reiteradamente essas alegações e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".
Em 7 de março, Trump anunciou que "uma grande mudança chegará em breve a Cuba", que, acrescentou, está chegando "ao fim do caminho".
Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi reforçado recentemente com diversas medidas coercitivas e unilaterais.
